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A VISÃO DA IGREJA

16 jul

Quero agradecer a contribuição do Irmão Renato da igreja em Macaé conheçam através do site  www.igrejaemmacae.org , pois esse estudo retrata sua prática e visão da igreja como igreja local.

Bom Desfrute a todos!!

CIA.

A VISÃO DA IGREJA
(GERAL)
 Se quisermos ser um cristão adequado, precisamos algum dia ter a visão da igreja.

A visão da igreja é mais negligenciada pelos cristãos do que a visão de Cristo. Doutrinariamente as pessoas falam muito sobre Cristo, mas não tanto sobre a igreja. O Novo Testamento, porém, revela-nos que sem a igreja Cristo fica isolado e até mesmo paralisado. Sem a igreja, Ele nada pode fazer. Leia o Novo Testamento outra vez segundo este ponto de vista e verá a absoluta necessidade e o tremendo significado da igreja para Cristo.

Podemos detalhar a visão da igreja em quatro partes:

 1. O DESEJO DO CORAÇÃO DE DEUS

2. O ASPECTO PRÁTICO DA IGREJA

3. ASPECTO LOCAL DA IGREJA

4. A UNIDADE DA IGREJA

 
(Texto extraído do livro A Visão da Igreja)

A VISÃO DA IGREJA
(PARTE 1)

1. O DESEJO DO CORAÇÃO DE DEUS

Precisamos ver que a igreja é o desejo do coração de Deus, o Novo Testamento a revela como tal. O desejo de Deus nesta era e em todo universo é ter a igreja. O seu propósito na redenção foi produzir a igreja. De fato, tudo o que Deus faz é para a igreja. Todo trabalho de pregação do evangelho, de edificação dos santos, de se ensinar a Palavra todos esses vários ministérios – são para a igreja. A pregação do evangelho não deve ser meramente para a pregação do evangelho, mas para a igreja. O ensinamento da Bíblia não deve ser só para o ensinamento da Bíblia, mas para a edificação da igreja. A edificação dos santos não deve ser meramente para a edificação, mas para a igreja. Todas as obras e ministérios, na intenção de Deus, têm de servir a igreja. Não somos salvos meramente para a nossa salvação, mas para a edificação da igreja. A igreja é o desejo do coração de Deus.

Se ficarmos profundamente impressionados com isso, não mas seremos indiferentes. A igreja será a coisa suprema e primeira para nós. Seremos libertados de conceitos errados e distorcidos, e todo o nosso serviço cristão será revolucionado. Não mais buscaremos simplesmente levar as pessoas ao Senhor, mas tudo faremos para edificação da igreja. Onde quer que estejamos e o que quer que façamos, tudo será para a igreja.

Considere o apóstolo Paulo. Depois que ele teve a visão celestial e sua visão foi revolucionada, para que ele trabalhou? Esta mais que claro que não foi para nenhuma outra coisa, além da igreja. Será que ele edificou o seu próprio ministério? Não. Tudo o que ele fez foi para a igreja. Se você tirasse a igreja, nada restaria para Paulo fazer.

Você é tal pessoa? Temo que você tenha muitas coisas além da igreja. Pode estar fazendo uma obra para o Senhor, mas esta não é centrada na igreja. A igreja é o nosso teste. A igreja prova onde estamos. Precisamos ver o que é a igreja, sobre a qual está colocado o coração de Deus, e sermos deste modo governados.

(Texto extraído do livro “A Visão da Igreja”)

A VISÃO DA IGREJA
(PARTE 2) 

2. O ASPECTO PRÁTICO DA IGREJA

Em segundo lugar, precisamos ver que a igreja é muito prática. Não é simplesmente uma visão. Não é apenas um ensinamento ou algo nos céus, mas uma questão extremamente prática. Precisamos ter uma igreja prática. Não deveríamos ter uma igreja apenas em nossos pensamentos, em ensinamentos, ou mesmo em visão, mas na prática. Todos nós precisamos orar para que vejamos o aspecto prático da igreja. O Novo Testamento não fornece muita doutrina acerca da igreja, mas nos dá um quadro completo da prática da igreja. As pessoas hoje podem ter a doutrina da igreja, mas a Bíblia tem a prática da igreja.

A maioria dos mestres cristãos tem, no último século e meio, ensinado que é impossível ter-se a verdadeira igreja, dizem, é invisível e do futuro; o que temos hoje é apenas a igreja visível e que não é real. Mas, eu perguntaria: na Bíblia temos a igreja visível e a invisível? E temos a igreja no futuro?

A era na qual estamos vivendo é a da dispensação da igreja. Se não temos a igreja agora, quando haveremos de tê-la? As dispensações do futuro são dispensações de outras coisas. A próxima dispensação será a dispensação do reino. Depois dessa, virá o novo céu e nova terra, com a Nova Jerusalém, e na Nova Jerusalém não haverá apenas os doze apóstolos, mas também as doze tribos de Israel. A dispensação atual é a dispensação da igreja. Dizer que a igreja é uma questão do futuro é totalmente anti-bíblico e absolutamente errado. A igreja precisa existir hoje.
A igreja em Jerusalém em seus primórdios era visível, real e prática. A igreja em Antioquia era visível, real e prática. A igreja em todas as cidades hoje também tem de ser visível, real e prática. Não podemos dizer que a igreja é invisível e para o futuro.
 
(Texto extraído do livro “A Visão da Igreja”)

A VISÃO DA IGREJA
(PARTE 3) 

3. ASPECTO LOCAL DA IGREJA

 Em terceiro lugar, precisamos ver que a expressão prática da igreja tem de ser local. Uma vez que é prática, ela tem de ser local; tem de estar no lugar onde estamos. Se quisermos pôr em prática a igreja, se quisermos torná-la prática, precisamos ter uma expressão local. Não há nenhum outro modo. Não espere a igreja em um lugar melhor. O lugar onde você vive é o lugar correto. Onde quer que vá, onde quer que esteja, esse é o lugar para você praticar a vida da igreja. A vida da igreja precisa ser local. Qualquer outro lugar, não importa quão agradável seja do ponto de vista terreno, é um inferno sem a igreja. E, pelo contrário, qualquer lugar, com a igreja, é o céu. Não pense que essas são as minhas palavras ou minha opinião. Você se lembra de que, quando Jacó dormiu e viu a escada posta da terra ao céu, e os anjos de Deus subindo e descendo sobra ela, ele deu ao lugar o nome de Betel? Betel sabemos, significa a casa de Deus, e a casa de Deus é a igreja hoje (1 Tm 3:15). Jacó disse acerca daquele lugar: É a casa de Deus, a porta dos céus (Gn 28:17). Onde quer que esteja a casa de Deus, aí estará a porta dos céus. O único lugar bom para nós é onde há a igreja. E, louvado seja o Senhor, onde quer que estejamos e aonde quer que vamos, lá pode haver a igreja.

Você consegue descobrir um versículo no Novo Testamento dizendo-nos que a igreja esta nos céus? Você não consegue. Mas temos a igreja em Jerusalém (At 8:1), a igreja em Antioquia (At 13:1), a igreja em Cencréia (Rm 16:1), a igreja em Corinto (1 Co 1:2), e a igreja em tantas outras cidades. Elas são igrejas locais. Concluindo, no fim do Novo Testamento, no livro de Apocalipse, temos uma figura de sete igrejas em sete cidades. É tão claro. A expressão prática da igreja tem de ser local. Precisamos ver isso.

No Cristianismo hoje, há algumas pessoas que têm a assim chamada igreja-universidade. Há outras que têm o que chamam de a igreja em casa. Alguns, por outro lado, têm uma igreja nacional ou até mesmo uma igreja mundial. E outros ainda insistem que não deve haver qualquer tipo de igreja nesta terra. No Japão há um movimento que é chamado de “movimento não -igreja. A situação em toda parte é realmente complicada e confusa.
Que faremos? Precisamos esquecer a confusão e as complicações. Se você se envolver com elas, certamente perderá o rumo. Não pergunte: E quanto a isso? E quanto àquilo? Quanto mais você se envolve, mais estará perdido. Aprenda a ficar longe das complicações e seja uma pessoa muito simples. Leia as palavras simples do Novo Testamento: a igreja em Jerusalém, a igreja em Antioquia, a igreja em Cencréia, a igreja em Corinto, etc. É tão claro a igreja tem de ser local.
 
(Texto extraído do livro “A Visão da Igreja”)

A VISÃO DA IGREJA
(PARTE 4) 

4.  A UNIDADE DA IGREJA

 Por fim, precisamos ver a unidade, a unicidade da igreja. Hoje, em tantas igrejas denominacionais, pode haver uma unidade, mas não é a unidade única. Essas unidades são unidades de divisões. Por exemplo, os presbiterianos têm uma unidade entre eles; os metodistas têm uma unidade entre eles; os luteranos têm uma unidade entre eles; mas essas não são a unidade única. A unidade única tem de ser aquela na base adequada. Há apenas uma única base adequada para a igreja a base da unidade. Todas as denominações têm a sua própria base; portanto, a unidade é quebrada por eles. Não podemos posicionar-nos sobre a base de certas denominações ou sobre a base de certos grupos. A única base sobre a qual podemos posicionar-nos é a base da unidade da igreja. Tem de ser a base geral que torna possível a todos os crentes numa localidade reunirem-se como a única igreja naquele lugar.

Na Bíblia, encontramos o princípio de uma igreja para cada cidade nem mais, nem menos. Em todo o Novo Testamento, esse princípio jamais é violado. Toda vez que uma igreja em certa cidade é mencionada, é sempre no singular. Toda vez que são feitas referências às igrejas, no plural, é sempre com relação a uma área ou região, que é mais abrangente que uma cidade, como um estado. Nada há na Bíblia a cerca de igrejas em ruas, em escolas, em casas; ou, por outro lado, igrejas nacionais ou mundiais. Há somente igrejas em cidades. Você pode dizer há alguns exemplos de igreja numa casa registrados na Bíblia. Mas, se ler cuidadosamente, verá que em todos os casos eles simplesmente se referem à casa na qual toda a igreja, naquela cidade, se reunia. O limite da igreja não se restringe a uma casa; tampouco é expandido para uma região ou ação. Na Bíblia, o limite da igreja é sempre de acordo com os limites da cidade. Uma igreja que engloba a cidade toda satisfaz a qualificação da unidade.
Esta é a soberania e sabedoria de Deus. Suponha que hoje, por exemplo, estejamos todos vivendo em São Paulo. Não podemos ter igrejas em casas ou em ruas; só podemos ter a igreja na cidade. Uma vez que temos a igreja na cidade, todos os santos em São Paulo serão um. Se pudéssemos ter igrejas em ruas, imediatamente estaríamos divididos. Poderia haver uma igreja na Um, outra na rua Dois, e outra ainda na rua Três. Se pudéssemos ter igrejas em casas, ainda seria pior. A cidade guarda a unidade para que os santos possam ser um. Se você se mudar de São Paulo para Belo Horizonte, não precisa se preocupar quanto a qual igreja irá. É tão claro. Você irá à igreja naquela cidade, à igreja naquela localidade. Não irá a uma igreja chamada pelo nome de alguma rua, mas à igreja naquela cidade; não à igreja de alguma casa ou de alguma universidade, mas daquela cidade. Se você entrar em qualquer outra coisa afora a igreja local daquela cidade, entrará numa divisão; se entrar na igreja daquela cidade, entrará na unidade.
 
(Texto extraído do livro “A Visão da Igreja”)

A VISÃO DA IGREJA
(PARTE FINAL)

Se não estivermos claros sobre a base única da igreja, não haverá como prosseguirmos para uma expressão prática, local. Ou persistiremos numa divisão, ou persistiremos renunciar totalmente a essa questão de igreja. Essa última alternativa é exatamente o que muitos têm sido forçados a seguir. Eles falaram muito a respeito da igreja, mas não tomaram a base única da igreja, a base da unidade. Por fim, foram então dispersos e dissolvidos. Não despreze a questão da base da igreja; ela tem implicações e conseqüências graves. Você pode argumentar que se tomar a posição clara da base da igreja, envolver-se-á em encrencas e problemas. Porém, eu lhe digo, que se você não tomar a base da igreja, envolver-se-á em encrencas e problemas consideravelmente maiores. Precisamos tomar uma posição definida sobre a base original da igreja, a base local da unidade na cidade na qual vivemos.

Precisamos orar a respeito desses quatros pontos:

1)      A igreja é o desejo do coração de Deus;

2)      A igreja tem de ser prática;

3)      A igreja precisa ser local;

4)      A igreja precisa ter uma clara base local de unidade.

Precisamos ter essa visão; senão, desviar-nos-emos. Não importa o quanto falemos a respeito da vida do Corpo ou da vida da igreja, sem essa visão não saberemos onde estamos.

Essas palavras não são meramente um ensinamento, mas um forte testemunho de que tenho praticado e experienciado por mais de cinqüenta anos. Fui capturado por esta visão. Pela misericórdia do Senhor jamais mudei minha maneira ou meu tom. E tenho verdadeiramente visto igrejas locais levantadas em muitas cidades como um testemunho incontestável de que este é o caminho do Senhor.

Precisamos ter essa visão e estarmos prontos para pagar o preço, até mesmo o preço de nossa vida, por ela. Digo com plena certeza que, enquanto você não estiver claro desta visão e estabelecido com os santos sobre a base única da unidade, sua vida cristã jamais será estabelecida. Você estará continuamente vagando e mudando a posição. De manhã estará numa posição, à noite noutra. Você precisa chegar ao lugar onde possa dizer: Vejo o desejo do coração de Deus; vejo que a igreja é prática e local; e vejo no meio de tantas divisões e de tanta confusão a posição correta, a base local da unidade única. Não me importo se os outros desprezam ou recusam essa base. Eu a tomarei e me posicionarei sobre ela.
Peça ao Senhor que lhe dê uma visão clara a respeito da igreja.
 
(Texto extraído do livro “A Visão da Igreja”)

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Publicado por em 16/07/2010 em Estudos

 

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